Biocombustíveis

Biodiesel representa menos poluição e mais economia

Saturday, 15 de April de 2017

 Biodiesel representa menos poluição e mais economia

A poluição do meio ambiente é uma preocupação em todos os países. E ao escolher o combustível com que vai abastecer o veículo pode-se proteger o planeta e gerar menores índices de poluição.

Uma solução é o biodiesel. Se o transporte público das 40 maiores cidades brasileiras utilizassem o B20 – mistura de 20% de biodiesel no diesel fóssil -, a redução de CO2 equivalente por ano seria de mais de 520 mil toneladas.

A Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) estima que 300 milhões de litros de combustível fóssil deixariam de ser consumidos, evitando a emissão de mais de meio milhão de toneladas de CO2 pelo transporte público dessas cidades.

A adoção do combustível renovável e isento de enxofre pelas cidades melhora a qualidade do ar que a população respira, sem impactos financeiros para os usuários, já que todo veículo movido a diesel pode ser abastecido com B20 sem que sejam necessárias adaptações nos motores. E o biodiesel hoje é mais barato que o diesel fóssil em quase todas as regiões do País.

As principais montadoras e fabricantes de veículos com sistema diesel já dão garantia para esses usos. “A Ubrabio percebe que a transição para combustíveis mais limpos já em curso será natural e inevitável. A sociedade tem cobrado cada vez mais tecnologias que sejam ambientalmente responsáveis e cabe à indústria atender essa demanda”, ressalta Donizete Tokarski, diretor superintendente da Ubrabio.

Segundo Tokarski, o uso de B20 reduz significativamente a emissão de poluentes quando comparado ao diesel fóssil. “Quanto mais biodiesel, menos poluição e mais qualidade de vida”, pontua.

Outra vantagem do uso do B20 é socioeconômica. O biodiesel é produzido em todas as regiões do país a partir de matérias-primas nacionais, gerando empregos qualificados, renda e agregação de valor à produção agrícola brasileira. “Aumentar o uso de biodiesel significa estimular toda uma cadeia de valor. Além de todas essas questões, o aumento da participação do biodiesel na matriz energética brasileira é imprescindível para que o país cumpra os compromissos assumidos na COP21”, explica Tokarski.

Exemplos de sucesso

Muitas cidades do País e do mundo já fazem o uso do B20 no abastecimento da frota urbana de ônibus. No Brasil, Brasília (DF) utiliza o B20 nos ônibus do transporte público que atendem a área central da cidade. Durante os jogos olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro (RJ) também adotou o B20. São Paulo também registrou uma experiência de sucesso com cerca de dois mil ônibus rodando com B20 entre os anos de 2011 e 2013. O projeto foi implantado por meio de parceria entre a Viação Itaim Paulista (VIP), a B100 Energy e a Prefeitura Municipal de São Paulo.

Ao redor do mundo, nos Estados Unidos mais de 600 postos comercializam a mistura B20. No Estado de Illinois, por exemplo, cerca de 70% do abastecimento de diesel é realizado com B20. Já em Nova York, a prefeitura anunciou em 2016 a adoção de B20 no combustível utilizado para aquecimento.

Já na Inglaterra, também no ano passado, Londres anunciou que passaria a usar B20 em aproximadamente três mil ônibus do transporte público, como ação de redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, temos experiências de usos de B10 e B15 em países como Argentina, Colômbia e Indonésia.

A legislação brasileira já permite a utilização em frotas de B20 e de B30 – mistura de 30% de biodiesel no diesel fóssil. Além disso, a lei 13.263/2016, intitulada de Novo Marco Regulatório do Biodiesel, já autoriza a utilização de até B15. “Devemos perseguir uma evolução gradativa, com previsibilidade, para chegarmos até o B15. E o programa RenovaBio já está tratando do aumento de misturas, para atender, não só as necessidades que são cobradas pela sociedade no âmbito da saúde pública, mas também para atender os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo do Clima de Paris, na COP21”, revela Donizete.

Pesquisa

Dados da Ubrabio estimam que o uso de B20 pela frota urbana de ônibus das 40 maiores cidades brasileiras representaria a redução de 300 milhões de litros diesel na atmosfera e assim, menor efeito estufa.

Para se mensurar, cada litro de diesel é responsável pela emissão de 2,75 quilos de dióxido de carbono (CO2). Assim, o uso de 300 milhões de litros de diesel emite 825 mil toneladas de CO2.

No caso do biodiesel, há redução de 70% dos índices de emissão de CO2 em relação ao diesel. “300 milhões de litros de biodiesel representam 577,5 mil toneladas de CO2 evitadas por ano com o B20 nessas cidades. Isso representa a captura de CO2 equivalente ao plantio de 3,6 milhões de árvores. Só um ônibus usando B20, em um ano, evita em emissão de CO2 o equivalente a 132 árvores”, ressalta Tokarski.



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