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Pela primeira vez, energia solar cresce mais do que combustíveis fósseis

Saturday, 07 de October de 2017

Pela primeira vez, energia solar cresce mais do que combustíveis fósseis

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) divulgou recentemente um relatório que mostra o ritmo de crescimento de diferentes fontes de energia ao redor do mundo. A novidade é que fontes renováveis de energia, especialmente a energia solar, estão crescendo mais rapidamente do que combustíveis não-renováveis.

Em 2016, de todo o volume de energia extra gerado no planeta, placas fotovoltaicas de captação de energia solar foram responsáveis por 74 gigawatts de potência a mais no mundo inteiro, um crescimento de 50% em comparação com o ano anterior. Mais da metade de toda essa expansão foi registrada somente na China.

Ao todo, fontes renováveis, incluindo solar, eólica e hidrelétrica, geraram mais de 164 gigawatts em 2016 em adição à rede elétrica global. Carvão e gás natural geraram, juntos, 84 gigawatts a mais. Foi a primeira vez que a energia solar, que liderou o crescimento, gerou mais energia adicional do que combustíveis fósseis em um ano.

A IEA também tem dados sobre o Brasil. Entre 2011 e 2016, a capacidade de geração de energia renovável no nosso país cresceu em 32 gigawatts. A expectativa é de que, a partir de 2017 e até 2022, esse número chegue a 21 gigawatts. Entretanto, os países que vão liderar a expansão desse setor nos próximos cinco anos serão China, Índia e EUA, segundo a organização.

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), fontes renováveis de energia — incluindo solar, eólica e hidrelétrica — tiveram um ritmo de crescimento maior que gás e carvão. Foram quase 165 gigawatts de adições líquidas em 2016, contra 86 GW dos combustíveis fósseis.

O destaque fica para a energia solar, que teve o maior crescimento de todas as modalidades, com adição líquida de 74 GW no ano passado. O relatório diz que isso se deve ao barateamento da tecnologia, e ao suporte de políticas governamentais. Grande parte dessa ajuda vem da China, responsável por 40% do crescimento global do setor renovável; metade dos novos painéis fotovoltaicos no mundo foram instalados lá.

Os chineses colocaram para funcionar em maio a maior usina solar flutuante do mundo, que gera 40 MW. É uma aposta que faz sentido: Pequim tem um nível de poluição do ar 20 vezes maior que o recomendado pela OMS. A China gera hoje 77 gigawatts de energia solar, e quer complementar isso com 110 GW até 2020, investindo US$ 360 bilhões no setor. Não é pouca coisa!

A IEA acredita que, até 2022, o setor renovável pode crescer 43% no mundo todo, acumulando 920 GW. Nestes cinco anos, a potência de energia solar da Índia tende a dobrar e passar toda a capacidade da União Europeia.

Deste lado do mundo, nem tudo são flores: os Estados Unidos continuam em segundo lugar na lista dos países em que a energia renovável mais cresce, mas as exportações de carvão aumentaram 60% no país. Políticas recentes do país de movimentar essa indústria podem colocar a posição dos EUA no ranking em risco, segundo o relatório.

No Brasil, a concentração de energia solar ainda é pequena. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os painéis solares do país geram 28 MW, o que representa apenas 0,02% da nossa matriz energética.



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