Solar

Energia solar tem expansão duas vezes maior que combustível fóssil em 2017

Friday, 06 de April de 2018

Um recorde de 98 gigawatts em capacidade solar foi adicionado ao redor do mundo em 2017, com a China contribuindo com mais de metade disso, ou 53 gigawatts, segundo o estudo da ONU, da Frankfurt School-UNEP Collaborating Centre e da Bloomberg New Energy Finance.

Projetos de energia solar na China dominaram a expansão global da capacidade de geração renovável no ano passado, que somou 157 gigawatts em novas usinas ao redor do mundo, mais que o dobro do crescimento dos combustíveis fósseis, mostrou um relatório apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU)..

A expansão da energia renovável, incluindo também usinas eólicas, movidas a biocombustíveis e geração geotérmica, ultrapassou os 70 gigawatts em capacidade líquida adicionada em novos empreendimentos com combustíveis fósseis em 2017, segundo o levantamento.

"Nós estamos em um ponto de virada... dos combustíveis fósseis para o mundo renovável", disse o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, à Reuters. "Os mercados estão aí e as renováveis podem competir com o carvão, elas podem competir com petróleo e gás."

Os combustíveis fósseis, no entanto, ainda dominam a capacidade existente de geração. Usinas solares, eólicas, de biomassa e outras renováveis geraram 12,1 por cento da eletricidade do mundo em 2017, ante 5,2 por cento há uma década.

Os investimentos globais em renováveis subiram em 2 por cento frente ao ano anterior, para 279,8 bilhões de dólares em 2017, sendo que a China dominou os aportes, com 126,6 bilhões de dólares. O valor é um recorde histórico e 45 por cento do total global.

"Custos muito menores... são o principal fator de investimentos em energia solar ao redor do mundo", disse à Reuters o editor chefe da Bloomberg New Energy Finance, Angus McCrone, autor do relatório.

A energia solar na China tem se beneficiado ainda de políticas para apoiar a indústria, reduzir a poluição do ar e desacelerar a mudança climática, adicionou ele.

Segundo o estudo, o custo de geração solar em grandes usinas fotovoltaicas caiu em 15 por cento no ano passado, para 86 dólares por megawatt-hora.



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